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Escola 4 da Rede de Escolas Guardiãs

Uma turma que pesquisou a AmazôniaReus, ano letivo 2018-2019, 5º ano

A Escola La Vitxeta, de Reus, entrou na rede por causa de uma visita: Àlex, professor da Escola La Canaleta, foi contar a história do povo Puyanawa e ler o conto que ele mesmo havia escrito, «L’Eruga de colors» (A lagarta de cores).

O que veio depois foi um ano letivo inteiro de trabalho. Os alunos do 5º ano estavam trabalhando as mudanças climáticas, e a Amazônia se transformou em um ano inteiro de pesquisa: o que é uma floresta tropical e em que se diferencia de uma mata, como absorve CO₂, que animais e plantas vivem lá, por que está em perigo.

A escola registrou tudo num relatório de 22 páginas escrito a partir da sala de aula, com as palavras das próprias crianças. Quase tudo o que há nesta página vem de lá.

Linha do tempo da escola

Um ano de trabalho na sala de aula que terminou com as cartas do Acre na mão.

  1. 29 de novembro de 2018

    Um professor de outra escola vem contar

    Àlex Gimeno, professor da La Canaleta, visita a escola. Conta a história do povo Puyanawa, explica o quanto é importante para eles viver conectados com a natureza e lê para eles «L’Eruga de colors», o conto que ele mesmo escreveu. A turma do 5º ano, que já trabalhava as mudanças climáticas, diz sim para entrar na rede.

  2. Inverno de 2018-2019

    O que é a Amazônia, de verdade

    Na sala falam sobre o que é a Amazônia e reúnem o que já sabem: que é o pulmão da Terra, que há borracha, que foi invadida. Leem um artigo sobre o desmatamento e entendem as causas: a soja, a madeira tropical, as hidrelétricas. Um deles, Biel, pergunta: «Què té un bosc que no té una selva?» (O que uma mata tem que uma floresta não tem?), e daí sai uma aula inteira sobre como se pesquisa bem na internet e o que são palavras-chave.

  3. Inverno de 2018-2019 · laboratório

    O experimento da fotossíntese

    Querem entender como a floresta absorve CO₂. Vão ao laboratório, submergem plantas aquáticas num copo com água e bicarbonato e as cobrem com um funil. Em poucos minutos aparecem as bolhas. «Això són bombolles d’oxigen!» (Essas são bolhas de oxigênio!), diz alguém. Depois pesquisam a flora e a fauna amazônicas: cada um escolhe um animal ou uma planta, faz um cartaz e explica para a turma.

  4. 13 de março de 2019

    A visita de Adolf, e as cartas

    Adolf Sanz visita a escola e dá uma palestra para os 50 alunos do 5º ano. Leva fotografias e artesanato da aldeia, e conta como é a vida lá. Os alunos lhe entregam as cartas que escreveram para as crianças da escola puyanawa.

  5. Maio de 2019

    Preparam a excursão

    Antes do encontro se preparam: estudam o trajeto com o Google Maps, a flora e fauna da mata mediterrânea, o clima e como se formam as praias. Cada grupo pesquisa e explica aos outros. E escolhem dois representantes por turma que falarão diretamente com Puwê e Vari, porque no encontro vão se juntar 150 crianças.

  6. 27 de maio de 2019

    A mata da Marquesa

    Chegam primeiro e podem ficar um tempo conversando com Puwê e Vari. Caminham pela mata recolhendo lixo —«ens ha impressionat la quantitat de brossa» (impressionou-nos a quantidade de lixo)—. No meio da mata, Puwê e Vari lhes entregam as cartas das crianças puyanawa: cartas com desenhos, colares e brincos feitos por elas. Depois, Puwê ensina duas danças.

  7. De volta à sala

    Ler as cartas em português

    Leem as cartas em português, e descobrem uma coisa: que o português e o catalão se parecem. «És clar, són llengües romàniques!» (Claro, são línguas românicas!) Não entendem todas as palavras, mas quase. O relatório da escola termina dizendo que no ano seguinte vão querer continuar escrevendo cartas para seus amigos puyanawa.

O que eles mesmos escreveram

O relatório da La Vitxeta foi escrito pela escola, na primeira pessoa do plural, registrando o que ia acontecendo na sala de aula. Estas são algumas das frases dos alunos, tal como ficaram:

  • «És el pulmó de la Terra, és una selva, tenen cautxú i va ser envaïda.» (É o pulmão da Terra, é uma floresta, têm borracha e foi invadida.)
  • «Es diu pulmó perquè els arbres fan oxigen i com hi ha tants arbres…» (Chama-se pulmão porque as árvores fazem oxigênio e como há tantas árvores…)
  • «Es pot trobar el dofí rosa i molts animals verinosos com la granota de verí de fletxa.» (Pode-se encontrar o boto-cor-de-rosa e muitos animais venenosos como a rã-flecha.)
  • «Això són bombolles d’oxigen!» (Essas são bolhas de oxigênio!) — no laboratório
  • «Què té un bosc que no té una selva?» (O que uma mata tem que uma floresta não tem?) — a pergunta do Biel

É a diferença entre contar a Amazônia para uma turma e uma turma pesquisar a Amazônia.

No relatório e na rede

Rede de Escolas Guardiãs da Amazônia

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